Colono EU?
- elmirochaves

- há 22 horas
- 3 min de leitura
Memória, Rótulo e Humanidade na Ruptura de Angola

Apresento o Meu Livro
Uma obra nascida da memória, da travessia e da fidelidade à verdade vivida
Há livros que se escrevem com palavras. Este foi escrito com vida, memória e responsabilidade.
Há obras que nascem de uma ideia.
E há outras que nascem de uma existência inteira.
Este livro pertence à segunda espécie.
Não foi escrito de um só fôlego, nem concebido como simples exercício literário. Foi sendo construído ao longo do tempo, com a paciência da memória, com o peso da experiência, com a lucidez da maturidade e com a íntima convicção de que há vivências, afectos, perdas e verdades que não devem ser entregues ao esquecimento.
As suas páginas não contêm apenas narrativa. Contêm permanência. Contêm sinais de uma travessia humana feita de raízes, desenraizamento, aprendizagem, amor, disciplina, dignidade e reconstrução. Contêm o testemunho de quem viveu entre mundos, carregando dentro de si a herança de uma terra, a exigência da vida, o valor da família e o dever de não deixar morrer aquilo que merece ser lembrado.
De certo modo, este livro é uma ponte.
Uma ponte entre o passado e o presente.
Entre a infância e a consciência adulta.
Entre Angola e os caminhos que a vida abriu depois.
Entre a memória pessoal e a memória coletiva.
Entre aquilo que foi perdido e aquilo que, apesar de tudo, permaneceu de pé.
Escrevi-o porque a memória sem voz acaba por enfraquecer. E porque a história, quando é reduzida a fórmulas, rótulos ou simplificações, deixa de servir a verdade humana. Quis, por isso, reunir neste livro algo mais fiel, mais inteiro e mais digno: uma obra assente na experiência vivida, atravessada pela reflexão e sustentada pelo respeito por aqueles que vieram antes de mim, por aqueles que caminharam ao meu lado e por aqueles que hão-de vir depois.
Este livro fala de raízes, mas não apenas de raízes. Fala também da adaptação, da responsabilidade, do trabalho, da honra, da dor, da ternura e da continuidade. Fala daquilo que a vida nos tira, mas também daquilo que ela nos obriga a construir. Fala da coragem silenciosa com que tantas pessoas seguiram em frente sem perderem por completo a alma.
Se algumas páginas têm doçura, é porque a vida também me concedeu razões para amar profundamente. Se outras têm gravidade, é porque nenhuma vida séria escapa ao sofrimento. E se outras ainda têm firmeza, é porque continuo a acreditar que a dignidade importa, que a memória merece respeito e que a verdade não deve pedir licença para existir.
Escrever este livro foi, para mim, um acto de responsabilidade.
Responsabilidade para com a memória.
Responsabilidade para com a família.
Responsabilidade para com a história.
Responsabilidade para com o futuro.
Não o apresento como monumento, mas como entrega. Não como gesto de vaidade, mas como acto de fidelidade. Fidelidade ao que vivi. Fidelidade ao que recebi. Fidelidade àquilo que, dentro de mim, sempre soube que um dia teria de ser posto em palavras.
É, por isso, com humildade, com gratidão e com emoção funda que apresento esta obra.
Que ela encontre eco em quem viveu silêncios semelhantes.
Que ela ofereça reconhecimento a quem julgou que as suas memórias tinham ficado para trás.
Que ela ajude a preservar, com verdade e humanidade, aquilo que nunca deveria ser apagado.
Porque há vidas que passam.
Mas há memórias que têm o dever de permanecer.
Este livro é a minha forma de as honrar.
Para quem desejar ler a obra na íntegra, convido-lhe a clicar neste link e a entrar diretamente nestas páginas, onde a memória, a reflexão e a verdade vivida se encontram com a serenidade de quem escreve não para impressionar, mas para testemunhar.
— João Elmiro da Rocha Chaves
Mákálé




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